quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Piora do Cenário Econômico - Oportunidade ou Aviso sobre Futuro da Economia Brasileira?

 

 

Boa noite Finansfera!



Nos últimos tempos temos passado por uma piora da situação econômica do país..a inflação não dá trégua, o dólar continua alto mesmo com os aumentos de 1% na taxa SELIC por reunião do COPOM e na política muita gente "batendo cabeça" e nada sendo realmente feito para mudar esse cenário. Além disso ainda temos crise hídrica e COVID completando o quadro...que fase... A divida pública já beira os 100% (índices extremamente altos para um país subdesenvolvido como o Brasil) e já vemos indícios que a taxa de juros voltará aos dois dígitos (para o desespero do empresário e felicidade do investidor de renda fixa). pra piorar ano que vem é ano eleitoral (época de jogar todos os problemas pra baixo do tapete).

A grande pergunta que passa pela minha cabeça é: "Estamos em um momento de oportunidade ou aviso sobre uma piora da economia brasileira?"

 

 

 Quando pensamos que vai recuperar, vem outra queda...

 

 Todos sabemos que a melhor hora de ir às compras na renda variável são nas quedas de mercado...Ou seja, estaríamos em uma fase boa para aumentar a participação em ações. Por outro lado, como a queda está ligada com a piora da situação econômica do país, pode ser que esta queda gere revisão dos lucros das empresas na B3 (junto devido à maior SELIC) e com isso apesar de acessarmos ações por preços menores, também teremos redução do valuation das empresas, podendo anular a oportunidade...

Outro ponto a considerar é o fato que crises institucionais são complicadas e é demorado até um governo conseguir melhorar as condições econômicas e ir diminuindo o endividamento. Some a isso a perda de credibilidade do país pelo mundo e também o processo inflacionário mundial que irá acabar obrigando as grandes economias a aumentar suas taxas de juros (impactando nossa rentabilidade). Tempestade perfeita...

Após todos estes fatores, estou pessimista para o caminho que estamos percorrendo... Vejo maior chance de uma continuação da piora do cenário (com aumento de dólar e piora da Bolsa) do que de uma recuperação econômica.

Por este motivo, vou aumentar um pouco minha alocação em ativos internacionais (de 25% da carteira para 35%) no médio prazo diminuindo um pouco a alocação na renda variável brasileira.

Uma boa notícia foi a criação do WRLD11, ETF nacional que replica o ETF  VT. Isso diminuirá uma preocupação que tenho, uma vez que invisto toda a parte da carteira internacional diretamente no exterior e estava preocupado com possíveis alterações tributárias nos EUA/Irlanda ou regras tributárias malucas que o Brasil poderia criar em relação a investimentos no exterior. Assim, o ETF WRLD11 será uma boa opção para diversificar um pouco meus investimentos internacionais. 

 Mas em geral, faz parte da vida do "FIREE" esses altos e baixos, especialmente no Brasil... Não vou fechar a porta para um retorno em aposta Brasil, mas vou investir em ações BR com mais cuidado...pelo menos até ter uma visão um pouco mais clara de para onde estamos indo...

E você? Como está se preparando pros próximos meses/anos?

 

Grande abraço!

 

VVI



domingo, 17 de outubro de 2021

Será que um blog de finanças amador nasce já fadado ao fim?

 

 

Bom dia Finansfera!

 

Nesse post levanto uma discussão sobre o futuro dos blogs de investidores amadores, como este meu, que nascem com o intuito de gerar discussões na Finasfera sobre investimentos sem interesse que o blog se torne uma fonte de retorno financeiro.

 

 

Durante muito tempo fui leitor de blogs amadores de finanças, adorando ver pontos de vistas diferentes e distribuições de carteiras que me faziam abrir os olhos para formas de investir diferentes das minhas e explicações com ângulos diferentes dos normalmente abordados nos blogs profissionais e fontes tradicionais de informação. O que mais me atraia para esse tipo de fonte era o fato que estes não tinham o objetivo de ganhar dinheiro com o blog ou indicações, sendo então informações isentas de um investidor para outro  (não necessariamente informações corretas mas isentas).

Depois de algum tempo de leitura comecei a ter vontade de dividir meu método de investimento, aprendizado e angústias como investidor focado no FIRE (loooongo prazo). Via em outros blogs discussões muito interessantes mas não conseguia centralizar a discussão em algum assunto específico. Por este motivo comecei a pensar na possibilidade de criar meu próprio blog e dividir minhas experiências. Daí nasceu o blog VVI...

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Fechamento da Carteira de Investimentos de Setembro/21 (+0,61 % / -0,15 %)

  

 Bom dia colegas da Finasfera!

 

Esse mês de setembro atrasei um pouco a atualização da carteira. Confesso que a correria da semana, além da preguiça em atualizar todos os aportes e transferências de valores entre diferentes ativos me venceram e por isso vou postar uma atualização bem mais simplificada do que estou acostumado a publicar...Definitivamente preciso simplificar e automatizar mais coisas na minha planilha de controle...rsrs

Novo mês mas mesmo resultado do anterior: mais um mês de queda das bolsas e a lucratividade da minha carteira andando de lado, sendo a renda fixa responsável por "segurar a carteira". Nesse mês até os ETFs foram ruins (culpa do mercado imobiliário chinês), mesmo com a subida do dólar. 

No final, minha carteira cresceu 0,61 % considerando os aportes e, sem considerá-los, retração de 0,15% (mantendo a carteira anual com lucratividade abaixo da inflação, mesmo sem considerar a inflação em setembro que só é divulgada mais adiante). Abaixo a evolução da carteira em 2021 considerando em azul a evolução total da carteira (contando os aportes), em vermelho a evolução da carteira sem os aportes do mês e em amarelo a curva acumulada da inflação IPCA (sem o mês de setembro que ainda não teve seu valor divulgado).


 

 Gráficos de Acompanhamento do Patrimônio

 

A novidade na carteira é que voltei com a parcela em FIIs, tendo como objetivo final ficar com cerca de 10% da carteira em FIIs. Estou simplificando um pouco a carteira eliminando os fundos multimercados e alguns fundos de crédito privado. A idéia é distribuir os recursos a fim de manter uma proporção de 25% da carteira gerenciável (sem RE e PGBL) em ETFs no Exterior, 25% em ações BR, 40% em RF e 10% em FIIs. 

Do ponto de vista dos gastos mais um mês controlado. Algumas pequenas compras extras e um novo celular para a esposa. Consegui investir 45% do valor recebido.

No mês de setembro os investimentos foram focados nas ações, nos ETFs e na nova carteira de FIIs. As ações com o intuito de aproveitar as constantes quedas do mercado e os ETFs pois tenho a intenção de aumentar minha alocação no exterior. Continuo preocupado com o curto prazo no Brasil com as diversas crises internas e ainda cenário de eleição de 2022... Agora também confesso que estou preocupado com a reforma tributária acabar afetando bastante quem investe diretamente fora...Talvez passe a investir um pouco em fundos no Brasil que replicam ETFs ou BDRs para minimizar minha exposição diretamente fora (hoje estou com cerca de 25% fora).

Previsão preliminar para Outubro: Aumentar a carteira de FIIs e Ações BR...

Abaixo segue a alocação da carteira atual e por tipos ativos geral e considerando apenas a carteira gerenciavel.


 Distribuição da Carteira por Ativos (%)

Distribuição Simplificada da Carteira Gerenciável (%)

 

Abaixo segue alocação atual da carteira de ações e alocação por setor.

 

 Composição da Carteira de Ações BR - Ativo x Peso

 

Composição da Carteira de Ações BR - Setor x Peso

 

 Entrei na COPASA e acabei aumentando exposição em B3...B3 na ordem de R$12-13 é muita tentação pro meu gosto...rsrs

Em relação aos ETFs internacionais continuo tendo apenas 3 ativos, sendo um no mercado americano (VT) e dois ETFs de acumulação domiciliados na Irlanda (IWDA e EIMI). Abaixo segue a composição da carteira internacional.


Em relação a renda fixa continuo bastante alocado em ativos IPCA+, especialmente debêntures, CRIs/CRAs e CDBs. 

 

Conclusão

Mais um mês de aumento da carteira devido aos aportes e não devido a lucratividade da carteira (considerando perda pra inflação). Apesar disso, baixa de mercado significa oportunidades de investimentos. Espero conseguir aproveitar. 

Agora que montei a carteira de FIIs é parar de olhar a lucratividade dela e pensar apenas nos proventos mensais...é possível inclusive que futuramente separe esses ativos da carteira focando apenas em renda e não tanto em valor...vamos ver...

Que venham tempos melhores!


 Grande abraço e até a próxima!

 VVI